Ouviu-se falar…

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Entende-se como liberalismo a defesa da liberdade dos indivíduos. Liberdade de pensamento, política, religiosa e de que cada um pode fazer do seu corpo e da sua vida. Percebe-se que, desde a crise financeira de 2008, o liberalismo sofreu muitas críticas por um populismo de direita que defendem o nacionalismo e criticam o globalismo e a livre circulação de pessoas entre outras coisas, adotando um discurso nacionalista parecido à da década de 1930.

No Brasil, escutam-se coisas como que os dados do Inpe sobre desmatamentos da Amazônia eram falsos, que tencionam fechar ou privatizar a Ancine, também que não havia fome no Brasil, que a jornalista Miriam Leitão participava da luta armada na ditadura e mentiu sobre haver sido torturada. Também ouviu-se falar de que os governadores do Nordeste são ‘governantes Paraíba’ e, por fim, que o filho do presidente será o embaixador brasileiro em Washington.

Ouviu-se que Moro tem avisado às autoridades vítimas de hackers que as mensagens capturadas pelo grupo preso pela Polícia Federal serão destruídas. Ouviu-se que Dallagnol fez uma palestra remunerada no valor de R$ 33 mil para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação premiada em caso de corrupção na própria força-tarefa da Lava Jato, mostram mensagens e documentos obtidos pelo Intercept Brasil. Ouviu-se que um jornalista pode publicar material cuja origem é ilegal sem que necessariamente incorra em crime, sobretudo, se o material é de interesse público e que seu trabalho está amparado pela Constituição Federal.

Ouvem-se tantas coisas, até que o método Moro para impedir consequências e falta moral que o comprometem assim como Dallagnol, detalhou sua vontade e pressa em dizer que as mensagens serão destruídas, sugeriu que tem algo para esconder. Fez escutas ilegais gravando conversas de advogados. É possível lembrar quando a Agência Norte-Americana NSA teve a audácia de grampear a presidente do Brasil e os telefones da Petrobrás.

Os quatros hackers presos têm um perfil suspeito, são criminosos comuns, não são gênios da informática que atuam em ambiente internacional, nem são uma quadrilha sofisticada a serviço de grandes corporações ou governos. Parecem que são delinquentes com ficha policial manjada: estelionato, roubo, falsidade de documentos, enfim, ‘peixes’ muito pequenos para serem os únicos responsáveis por um ataque com essa gravidade.

Então, o que se vem falando no Brasil nos últimos tempos assusta muito. Aparentemente, a reforma trabalhista não trouxe de volta os empregos prometidos e a reforma da Previdência terão o mesmo fim. Tumultua-se a Educação no Brasil e entende-se que desorganizar a educação e brigar com seus principais atores tornará impossível construir o capital humano necessário ao desenvolvimento capitalista.

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