O Sinal do Exército

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Sem reconhecer a vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial dos EUA e ao saber que o democrata prometeu montar um fundo de US$ 20 bilhões para doar ao Brasil para impedir a continuidade dos incêndios na Floresta Amazônica, solicitando em troca que o país controlasse os incêndios, Bolsonaro sugeriu abrir uma guerra contra os EUA quando disse: Apenas a diplomacia não dá. Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora para fazer frente a um candidato a chefe de Estado que queira impor sanção por causa da Amazônia. Esqueceu de verificar o artigo 5º da lei do impeachment: é crime cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira expondo a República ao perigo de guerra ou comprometendo a neutralidade.

No mesmo dia, festejou a suspensão dos testes da vacina Coronavac e considerou como vitória política a morte de um voluntário. O motivo da suspensão, já revertida, foi a morte de um voluntário, que, infelizmente, se suicidou, nada tendo com efeitos da vacina. Bolsonaro disse: “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la”. Concluiu: “mais uma que Jair Bolsonaro ganha!” Mostra seu absoluto desprezo pela vida e pelo bem-estar dos brasileiros

Outra situação delicada é quando Bolsonaro afirmou: Tem que deixar de ser um país de maricas. No dicionário da língua portuguesa, maricas significa homem efeminado, que é efeminado, medroso, covarde. O canal de televisão francês LCI resumiu o episódio dizendo que “presidente brasileiro recorreu à homofobia para incitar a população a abandonar medidas de precaução em vigor no resto do planeta”. Então, é isso que somos? Um bando de maricas? Somos ofendidos quase que diariamente e não reagimos – e muitos continuam o apoiando.

Ponto ao Gal. Edson Leal Pujol, comandante do Exército, ao manifestar que a Força sob seu comando será sempre “uma instituição de Estado, permanente, e não de governo, uma instituição cujo compromisso é com a Constituição e com o País”. Bolsonaro publicou imediatamente no seu Twitter que “o General Edson Leal Pujol foi escolhido por mim para comandar o Exército”. As Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e não para se utilizarem dela para intimidar adversários e demonstrar prestígio político. A defesa nacional é um assunto de interesse de toda a sociedade.

O governo deveria se preocupar com a situação do Amapá, que já faz três semanas que uma estação elétrica explodiu. Lá, acabou a luz: temperatura média é de 35º, alimentos apodreceram em geladeiras desligadas, não se pode tomar banho, abastecer veículos, utilizar caixas eletrônicos, carregar celular. Esse fato atingiu 780 mil pessoas que não sabem o que fazer. O sistema elétrico lá foi privatizado e, ainda por cima, não há transformador reserva. O mais engraçado é que os custos desse desastre vão ser divididos pelas contas de todos os contribuintes do Brasil e não para a Gemini Energy, empresa estrangeira. A Gemini (espanhola) levou toda a estrutura quase de graça, faturou em cima do que o governo construiu e, na hora de assumir seus erros, a conta será dividida por todos os brasileiros. É privatização!

As eleições municipais mostraram que o país está abandonando a extrema direita, assim como abandonou a esquerda em 2018. Agora, a tendência está voltada aos partidos do centro. Vamos ficar de olho para que não privatizem o Brasil e coloquem em risco a soberania nacional!

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